02/02/2010 - Arrogância: defeito ou comportamento?


“E a arrogância do homem será humilhada, e sua altivez se abaterá, e só o SENHOR será exaltado naquele dia”. ISAÍAS 2:17
 
Desde o princípio, Deus nos ensinou quão pequeno é tratar com arrogância o próximo.
São várias as passagens na Sagrada Escritura que nos dão sinais de que essa atitude não é esperada e muito menos apreciada por Deus.

Convenhamos, não se trata de um defeito e sim, de um comportamento. E sendo considerado como tal, pode ser evitado por quem o adota.

A intenção do arrogante (no dicionário: atitude altaneira, altivez, orgulho, insolência) é ferir o semelhante com atos, palavras e, o pior de todos, com o silêncio do olhar orgulhoso. Geralmente, o alvo é atingido com sucesso. E infelizmente isso ocorre porque às vezes não estamos preparados para receber tamanha manifestação de “superioridade humana”.

Aprendemos que o único ser superior é Nosso Pai e os demais são nossos irmãos (iguais a nós). Entretanto, no decorrer de nossas vidas, de nosso crescimento e de nossa maturidade nos deparamos com homens, mulheres e até com algumas crianças (que triste...) insolentes. E eles estão em muitos lugares: na família, no trabalho, na comunidade, na vizinhança, na escola, no trânsito e em todas as classes sociais.

Não cumprimentar o outro é um gesto de arrogância (também se mistura com a falta de educação) que emana no receptor um mal-estar e um desejo imenso de sumir. O cumprimento não necessariamente precisa ser cheio de falsidades com beijos, abraços e sorrisos falsos. Basta um olhar simpático.

Nesse mundo tão cheio de egos inflados e vaidades, será que um dia essas pessoas dar-se-ão conta de que elas geram antipatia coletiva? Enquanto possuem plena convicção de que estão anos-luz de distância dos reles mortais, outras, na simplicidade de se apresentarem ao mundo apenas como filhos e filhas de Deus, cativam e ensinam a viver com humildade e bondade (na mente, na alma e no coração). Penso sempre sobre o que faz um ser humano se sentir maior e melhor que seu semelhante. Cargo que lhe foi incumbido? Poder? Dinheiro? Beleza? Seja o que for, não é lhe dado o direito de “diminuir” o outro.

Nós, cristãos, temos o dever de nos policiar e nos corrigir. Como evangelizadores, temos a obrigação de fazer a “lição de casa” começando pela igreja, onde aprendemos a professar a nossa fé desde que éramos inocentes e puros e onde nos foi ensinado que somente na comunhão e na unidade é que caminhamos para uma vida plena e cheia do Espírito Santo.
 
“Não multipliqueis palavras de altivez, nem saiam coisas arrogantes da vossa boca; porque o SENHOR é o Deus de conhecimento, e por Ele são as obras pesadas na balança”. 1 SAMUEL 2:3
 
Yeda Maria Cazzoli

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