24/08/2011 - CNBB marca presença em debate sobre corrupção e impunidade no Senado Federal
O Senado Federal, em Brasília, foi palco, de uma Audiência Pública que debateu a corrupção e a impunidade no Brasil e as formas de combatê-las.
A atividade é uma proposta pelo senador Pedro Simon, que faz parte da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa.
Foram convidadas a falar aos parlamentares, algumas entidades da sociedade civil, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB.
O bispo de Ipameri (GO) e representante da CNBB na Audiência Pública, Dom Guilherme Werlang, destacou as lutas sociais que a CNBB está engajada, como a aprovação imediata e integral do texto da lei da Ficha Limpa pelo STF e pela reforma política no país.
“A CNBB se sente honrada por participar dessa Audiência.
Um debate franco com o parlamento e com a sociedade brasileira.
A CNBB quer ser parceira no aperfeiçoamento das instituições democráticas, e só logrará êxito eliminando de vez por todas a corrupção e a impunidade”, ressaltou Dom Guilherme.
Para o bispo, a Reforma Política deve ser profunda e não ‘pequenos reparos como numa colcha de retalhos’.
“A luta pela corrupção ensejou mobilização social em outros tempos.
Devemos lutar, agora, pela ética em todos os aspectos públicos, buscando a autêntica democracia”, finalizou.
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, comparou a corrupção a um câncer em estado de metástase, ou seja, que se espalha pelo sistema público de forma descontrolada.
“Esse grande câncer, que está em metástase no serviço público brasileiro, deve ser expurgado.
Mais de 47 bilhões de reais são enviados ao ralo da corrupção por ano.
Chega de falação. Devemos agir. O parlamento é responsável pela fiscalização da corrupção e deve cumprir seu dever constitucional. Ação já”, enfatizou Ophir.
Fonte: A12
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