Jesus não é uma ideia, mas uma pessoa
A humanidade de hoje, mesmo em meio a tanta modernidade, vive ainda em busca de resposta para suas perguntas. A sede de buscar informações passa por quase todos os setores da vida. A pessoa que questiona tudo, nem sempre é aquela que está preocupada em enriquecer seu vocabulário, mas muitas vezes o faz porque sente uma inquietude no seu coração.
O ímpeto de buscar respostas para tudo poderá nos levar a um vazio e consequentemente a um conflito com nossas próprias razões e emoções, pois nem tudo é passível de uma explicação categórica e convincente.
Na linha da fé isso fica muito mais evidente diante de fatos que fogem à nossa inteligência. Hoje em dia temos pesquisas para sabermos a respeito de várias coisas, mas ninguém é capaz de pesquisar e precisar a respeito de Deus, senão pela fé auxiliada pela palavra. Há cientistas que já viajaram por todo espaço chegando a outros planetas na intenção de encontrar a Deus, e segundo eles, não o viram em lugar nenhum.
Nos escritos evangélicos, Jesus pergunta sobre sua identidade. A primeira resposta dá conta de que muitos não sabem quem é Ele. Certamente porque têm uma compreensão errada da sua pessoa ou porque não tiveram um encontro pessoal com Ele a exemplo do Apóstolo Paulo, antes Saulo, que no cavalgar de uma estrada encontra-se com o Senhor. Jesus não é uma ideia nem uma doutrina, mas uma pessoa viva e ungida por Deus. Dele podemos dizer que teve fome, sede, sofreu, sentiu dor, fraquezas e outras coisas, e como homem dirige-se a Deus em oração chamando-o de Abbá, “papai”.
Evidentemente, quanto mais tentarmos explicar quem é Deus, mais confusa ficará nossa mente, já que ele é um ser incriado, mas Jesus sendo homem, embora divino, e tendo experimentado o amargo sabor da cruz, mostra para todos os crentes que Deus existe e sua grande característica é o amor.
O cristianismo não é somente uma simples doutrina, mas um encontro com Deus na fé. Ele insiste em mostrar que Jesus foi a grande alternativa de Deus para se fazer mais próximo da humanidade sedenta que busca respostas para sua vida de fé e caminhada histórica.
O primeiro ato de fé foi professado por Pedro, quando disse que Jesus era o Messias. Isso tem implicação na vida dos demais que O seguem e os leva a entender que o conhecimento não é simplesmente uma descoberta intelectual, ou ter uma ideia de algo, mas criar laços íntimos e vitais entrando em perfeita sintonia com o objeto ou a pessoa conhecida.
Nossa missão não é fazermos pesquisas para sabermos quem é Deus, mas é fazermos a experiência dele, sobretudo nas tribulações e sofrimento.
Que o Senhor venha saciar toda e qualquer espécie de sede da humanidade.
Pe. Toninho