Existe um bestseller internacional cujo autor se chama Justin Herald, que conta a história de um jovem que vivia se sentindo fracassado em tudo que fazia. Então, ele pegou cinco camisetas e mandou escrever em silk screen a palavra “atitude”. Os amigos viram, gostaram da frase e um foi passando para o outro. O sucesso levou esse jovem a se transformar em um dos mais bem sucedidos da história. Uma de suas frases mais importantes é: “Não sigam os seus sonhos... façam com que eles sigam você.”
Esse exemplo nos convida a pensarmos em nossas atitudes do dia a dia e a entendermos que uma pequena ação pode mudar uma história. Quem sabe um simples pedido de perdão pode salvar seu casamento, seu namoro ou outra situação qualquer.
Por isso, a pergunta: você já parou para pensar nas suas atitudes?
Na história da humanidade várias atitudes foram determinantes para a felicidade de muitos. No campo religioso, para os que creem, houve um homem que tomou a maior e mais importante atitude para salvar o gênero humano. Jesus Cristo não hesitou em se entregar à morte por amor aos irmãos, deixando, inclusive, de pensar em si para pensar no outro.
Terminada a primeira década do século XXI, sentimos a falta de homens e mulheres que tenham atitudes de fecundidade em relação às pessoas. Todos os dias nos deparamos com as mais variadas situações. E sabemos que toda situação tem vários lados e que toda visão está sujeita ao olhar com que se vê. Talvez estejamos viciados a olhar tudo somente pelo ângulo que nos interessa. E, a partir desse modo de ver e interpretar a vida, criamos determinadas posições que talvez não nos ajudem nas relações conosco e com os outros.
Diante de um mundo que oferece as mais variadas possibilidades, precisamos refletir sobre cada atitude praticada, em relação a nossa vida pessoal e também em relação à vida comunitária. O primeiro passo para analisarmos nossos atos é saber quem somos e a missão que temos. O segundo passo é nos situarmos contextualmente e percebermos o que está acontecendo ao nosso redor para tentar melhorar aquilo que não está bom. É necessário revermos nossas atitudes para sabermos se elas são cristãs, levando-nos a um verdadeiro compromisso com o Evangelho. Aqui está o desafio: percebermos se praticamos uma boa ou uma má ação.
Sem querer relatar assuntos polêmicos, mas só para lembrar um fato, o Governo Federal está aí com o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos que, entre outras coisas, apoia a união de pessoas do mesmo sexo e descriminaliza o aborto. Matar uma vida indefesa, pelo que me consta, não tem nada a ver com direitos humanos. Será isso uma atitude cristã? A resposta é: NÃO. É isso que a Igreja ensina e pede que tenhamos atitudes com embasamento cristão.
Caríssimos irmãos, neste mês iniciaremos a Quaresma, tempo forte de reflexão que nos leva a rever nossas atitudes em relação à fé. Também temos o carnaval que, aliás, vem antes da Quaresma, período em que muitos atos impensados são praticados e as consequências são as piores possíveis, deixando muitas sequelas nas pessoas. Pensemos bem naquilo que vamos fazer.
Fiquem com Deus.
Padre Toninho